As mudanças biológicas - o desenvolvimento dos órgãos sexuais secundários e o crescimento acelerado da altura - são mais ou menos passíveis de comparação nas diferentes sociedades, apesar de que o processo de amadurecimento biológico pode até sofrer influência pela situação social e econômica.
A dimensão social do período de amadurecimento do e da adolescente depende intensamente do contexto cultural: uma menina de 15 anos de idade pode ser vista numa determinada sociedade como criança, noutra como adolescente e numa terceira como uma pessoa adulta e madura. O retrato disso pode ser observado p. ex. na diferença da idade oficial para o casamento entre o noivo e a noiva, o que expressa indiretamente como se avalia diferentemente a maturidade dos homens e das mulheres. Em alguns países, a idade mínima para as mulheres casarem é de 12 anos, sendo isto em outros países assustador. As ações recíprocas entre os fatores sociais e econômicos e o papel dos jovens numa sociedade são complexas e mudam de acordo com o processo de desenvolvimento. Comparando sociedades tradicionais com aquelas em transição ou as modernas, podemos constatar que a posição dos jovens é definida de forma diferente. Numa mesma sociedade podem aparecer paralelamente estruturas ambientais tradicionais (geralmente rurais), aquelas em transição (meio-urbano) e modernas (urbanas). As mudanças psíquicas que se processam nos adolescentes provavelmente divergem muito nos diferentes países do mundo. Por exemplo, identificou-se em relação aos países industrializados o seguinte fato relativo ao comportamento sexual dos adolescentes: eles raramente estão conscientes sobre as conseqüências à longo prazo das suas maneiras de agir em determinado momento; o comportamento deles, freqüentemente, diverge dos conceitos morais existentes e eles demonstram uma tendência a um comportamento de risco.
Dados sobre as atividades sexuais de adolescentes, principalmente os solteiros, são raros, pois isto representa um tema sensível. Pesquisas realizadas em vários países entre alunos, como também em jovens fora do contexto escolar, identificaram que grande parte dos adolescentes iniciaram cedo as atividades sexuais. A maior parte tinha tido relação sexual com 19 anos.
O contexto e a valorização das atividades sexuais dependem das condições sócio-econômicas e sócio-culturais, divergindo entre adolescentes do sexo masculino e feminino. Nos adolescentes masculinos, freqüentemente, aceita-se que eles tenham um forte instinto sexual e a necessidade de fazer experiências na área sexual. Quase não existem restrições, pelo fato de que as conseqüências não desejadas só aparecem nas mulheres. A sociedade, genericamente, aprova as atividades sexuais das jovens mulheres casadas com menos de 20 anos de idade. A gravidez é desejada, sendo o objetivo principal ter filhos e criá-los. Porém, na maioria das sociedades desaprova-se as atividades sexuais antes do casamento. Neste caso, a gravidez não é desejada. No período entre a menarca e o casamento é de praxe controlar as atividades sexuais e possíveis conseqüências indesejadas, com ajuda de uma série de regras e hábitos.
O desaparecimento dos valores tradicionais, as atrações do mundo consumista urbano e as condições econômicas reais nas cidades favorecem tanto as relações sexuais pré-matrimoniais com diferentes parceiros quanto a prostituição juvenil. A melhoria das possibilidades de educação para os adolescentes, como também as razões econômicas resultam no aumento da idade para o casamento.
Daí aumentam as relações pré-matrimoniais com as suas conseqüências negativas: gravidez não desejada e aborto. Cada vez mais a escolha do parceiro, anteriormente assunto acordado entre as famílias, é assumida pelos próprios jovens. Isto, por sua vez, favorece que se tenha relações sexuais com diferentes parceiros para encontrar o certo.
Texto elaborado por Regina Görgen
Tradução: Gunde Schneider Röhr
Tradução: Gunde Schneider Röhr
postado por: Larisse T. Gomes 8°D
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